segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Governo ucraniano ameaça decretar estado de emergência

Manifestantes se aquecem em torno de uma fogueira, em uma estrada bloqueada de Kiev
Foto: AFP ARIS MESSINIS
Manifestantes se aquecem em torno de uma fogueira, em uma estrada bloqueada de Kiev Foto: AFP ARIS MESSINIS

Autoridades da Ucrânia ameaçaram nesta segunda-feira instaurar o estado de emergência, após a tomada por manifestantes do Ministério da Justiça, em Kiev, enquanto aumentam por todo o país os confrontos entre o governo e a oposição.

A ocupação do ministério ocorreu depois que o presidente Viktor Yanukovytch propôs que a oposição dirigisse o governo, e às vésperas de uma sessão extraordinária do parlamento ucraniano e de uma importante reunião do governo russo com a União Europeia em Bruxelas.

A ministra ucraniana da Justiça, Olena Lukash, que participa das negociações entre a oposição e o presidente Yanukovytch, declarou à televisão que exigirá a sua interrupção se o edifício não for esvaziado.

"Vou ser obrigada a pedir ao presidente ucraniano que suspenda as negociações se o edifício não foi evacuado imediatamente e se os negociadores não tiverem a possibilidade de encontrar uma solução pacífica ao conflito", disse Lukash.

A ministra advertiu que irá propor ao Conselho de Segurança da Ucrânia "a instauração do estado de emergência".

No domingo, dezenas de manifestantes invadiram o ministério da Justiça, sem encontrar resistência. Rapidamente montaram uma barricada ao redor do edifício, com sacos de neve e lixo.

Desta forma ampliaram o perímetro da zona que ocupam em torno da Praça da Independência, epicentro do movimento de protesto contra o governo que surgiu há dois meses, quando o presidente desistiu de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia e se aproximar da Rússia.

Nesta segunda-feira, a União Europeia convocou as autoridades da Ucrânia a "cumprir com as promessas" feitas à oposição e os opositores a "se dissociar claramente de todos aqueles que recorrem à violência".

O líder opositor Vitali Klitschko, que também participa das negociações com Yanukovich, tentou na noite de domingo obter o esvaziamento do ministério da Justiça, mas não teve sucesso, indicou a agência Interfax-Ucrânia.

Tensão nas regiões

O movimento de protesto se radicalizou bruscamente na semana passada e se estendeu praticamente a todo o país. 
Manifestantes ucranianos atrás de barricadas, no centro de Kiev, em 26 de janeiro de 2014.
Foto: AFP SERGEI SUPINSKY
Manifestantes ucranianos atrás de barricadas, no centro de Kiev, em 26 de janeiro de 2014. Foto: AFP SERGEI SUPINSKY

Os violentos confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança deixaram até o momento três mortos.

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovytch, propôs no sábado que a oposição dirija o governo e uma reforma constitucional, mas a oposição reagiu com desconfiança e exige agora uma eleição presidencial antecipada.

Yanukovytch propôs o cargo de primeiro-ministro ao opositor Arséni Yatséniuk e o de vice-primeiro-ministro ao ex-boxeador Vitali Klitschko.

As propostas de Yanukovytch são "venenosas" e querem "dividir o movimento de oposição", declarou Klitschko ao jornal alemão Bild am Sonntag.

Nas regiões, enquanto isso, a situação se torna cada vez mais tensa.

A administração regional está bloqueada em 14 das 25 províncias do país.

Os opositores ocupam as sedes administrativas dos governadores em dez cidades e cercam outras quatro.

Embora estas ações sejam realizadas, sobretudo, na Ucrânia ocidental, nacionalista e mais aberta à UE, o protesto também começa a ser sentido em regiões russófonas. 

Em Zaporijjia, sul do país, a polícia dispersou 3.000 manifestantes que queriam ocupar a sede da administração.

Na parte ocidental da Ucrânia, favorável à oposição, as assembleias regionais de Ivano-Frankivsk e de Ternopil anunciaram no domingo que haviam decidido a proibição do Partido das Regiões do presidente Yanukovytch.

Já em Kiev a mobilização foi menor no domingo em comparação com os dias anteriores.

Fonte:www.diariodepernambuco.com.br

Jessier Quirino faz show de reposição no Teatro de Santa Isabel

Foto: Show vai acontecer a partir das 20h e o ingresso custa R$ 70. Foto: Diego Marcel/Divulgação
Foto: Show vai acontecer a partir das 20h e o ingresso custa R$ 70. Foto: Diego Marcel/Divulgação

Nesta quinta-feira (30), o poeta paraibano Jessier Quirino volta ao Teatro de Santa Isabel, para repor o espetáculo Vizinhos de grito, que foi interrompido no dia 8 de dezembro de 2013. Os ingressos custam R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) e o show começa às 20h.

Durante a última apresentação da temporada de três dias no teatro, devido a uma indisposição física, Quirino teve que interromper o andamento do espetáculo. Como prometeu ao público, volta nesta semana para repor a peça.

Para revalidar seus ingressos, os interessados deverão comparecer à bilheteria do teatro no período de 20 a 30 de janeiro, munidos dos respectivos canhotos, que serão revalidados e trocados por novos bilhetes.

No dia 30 de janeiro, a troca dos ingressos poderá ser efetuada até às 16h. Deste horário em diante, os ingressos serão vendidos normalmente. 

Serviço
Quando: 
Dia 30 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Onde: 
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, Santo Antônio) 
Ingressos: 
R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia entrada).
Informações: 3355-3323

Fonte:www.diariodepernambuco.com.br

Carreta atravessa muro e atinge casas em Guarulhos, na Grande SP

Caminhão atingiu quatro casas em bairro de Cumbica.
Uma pessoa ferida foi socorrida por moradores.


Caminhão invade casas (Foto: Reprodução/TV Globo)
Caminhão invade casas em Guarulhos, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Um caminhão que transportava papel higiênico atingiu quatro casas após bater e atravessar um muro em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu na Rua Tamboriu por volta das 11h desta segunda-feira (27) e uma pessoa ficou ferida.
Três viaturas dos bombeiros foram enviadas ao local e a vítima foi socorrida por moradores. Não há informações sobre outros feridos. A Defesa Civil estava por volta das 12h45 na região para avaliar as casas.
Fonte:g1.globo.com






















Defesa Civil reconhece situação de emergência em 26 municípios

Portaria do Ministério da Integração Nacional publicada hoje (27) no Diário Oficial da União reconhece situação de emergência em 26 municípios atingidos por desastres naturais. As cidades ficam nos estados de Alagoas, Minas Gerais, Santa Catarina, da Bahia, Paraíba, do Espírito Santo, Maranhão e do Rio Grande do Sul.

De acordo com o texto, dez dos 26 municípios sofrem com a seca ou estiagem, seis, com chuva intensa e dez, com enxurradas, inundações e deslizamentos. O reconhecimento é necessário para que os municípios recebam ajuda federal de assistência às vítimas e outras ações emergenciais.


Fonte:www.diariodepernambuco.com.br
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domingo, 26 de janeiro de 2014

Papa pede fim da violência na Ucrânia

Na semana passada, pelo menos seis pessoas morreram durante os confrontos

O Papa Francisco durante a Oração do Angelus, neste domingo. Foto: Alberto Pizzoli/AFP
O Papa Francisco durante a Oração do Angelus, neste domingo. Foto: Alberto Pizzoli/AFP
O papa Francisco rezou neste domingo pelo fim da violência na Ucrânia e pediu ao governo e à oposição que mantenham um diálogo construtivo visando à paz.

"Desejo um diálogo construtivo entre as instituições e a sociedade civil e que, sem o uso da força, prevaleçam no coração de todos o espírito da paz e da busca do bem comum", afirmou Francisco ante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a Oração do Ângelus.

"Em minhas orações, estou perto da Ucrânia, em particular dos que perderam a vida e seus familiares", acrescentou.

Ao menos três pessoas - seis, segundo a oposição - morreram em confrontos entre manifestantes antigovernamentais e forças de segurança na semana passada.

Fonte:www.diariodepernambuco.com.br

Jovens aprisionados no ciclo da pobreza. Uma “brincadeira” sem graça

Série de reportagens traz matérias sobre a problemátiva do trabalho infantil

Igor (foto) e o “sócio”, Márcio, ambos de 11 anos, passam o dia na praia alugando piscinas de plásticos para outras crianças
A Folha inicia neste domingo (26) uma série de reportagens sobre a problemática do trabalho infantil urbano. Serão quatro matérias que relatam o dia a dia dessa juventude colocada à margem de uma sociedade, que, muitas vezes, não sabe que o simples ato de comprar um pacote de amendoim na praia está colaborando para uma má formação física, psicológica e social desses pequenos. As crianças e adolescentes estão por toda parte da Cidade oferecendo o seu trabalho para sustentar a família, que compactua com a prática, por necessidade básica ou por achar que lhes ensinando um ofício vai retirá-los de uma vida errada. Eles estão nos semáforos, bares, lava a jatos, mercados, feiras, praias. É gente pequena que, fatalmente, se transformará num adulto sem qualificação profissional e condenado a uma velhice sem o mínimo para a sobrevivência. Na matéria de hoje as identificações são fictícias, conforme exige a legislação.
A leveza no olhar de alguns desapareceu. Momentos de brincadeiras, risos e aprendizagem lhes foram roubados, mas poucos conseguem percebê-lo. Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidademadrugampara trabalhar em feiras livres, comércio informal, lava a jatos, lixões, entre outros lugares. Muitos não estão na escola, mas já carregam o peso de garantir seu próprio sustento e, muitas vezes, de seus familiares. A sociedade, “comovida”, dá uma “oportunidade” a esses meninos. Com essa “oportunidade”, pagam convenientes menores salários a pequenos adultos que não reclamam do cansaço, não reivindicamseus direitos.
Uma campanha intitulada “Trabalho Infantil Não é Legal” será lançada até o final do ano como objetivo de conscientizar a população a respeito do problema, que assola milhares de pernambucanos emantémo ciclo da pobreza. Além do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), encabeçamo projeto o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Estado (MPPE), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o FórumEstadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (Fepetipe). Os orgãos estão buscando parceiros para viabilizar esta campanha e, assim, reduzir a estatística de 3.517.540 milhões de brasileirinhos que trabalham de maneira ilegal no País e que, desde cedo, aprenderam a dar duro para ajudar na subsistência familiar. Em Pernambuco, o número é de 137.593, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O calor e o sol quente da praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, não impediram Igor e Márcio de passarem o dia enchendo baldes com a água do mar, carregando-os para piscinas de plástico na areia. A ação é cometida repetidas vezes. Comapenas 11 anos de idade, os melhores amigos - como se definiram - e “sócios” alugam os recipientes para outras crianças. Tão jovens, já sabemo que é vender sua força laboral. “Quando eu crescer, quero ser trabalhador para ajudar minha família”, diz Igor. Ele possui oito irmãos e está na 5ª série do Ensino Fundamental. Igor e Márcio, que também são companheiros de classe, têm quatro bóias, alugadas por R$ 10. Em plenas férias escolares, tempo de lazer para os pequenos, eles vão à praia a trabalho de quarta-feira a domingo. Em um dia de bommovimento, arrecadam R$ 130.
    “A gente mora perto do Shopping Recife. Acordamos umas 7h e às 7h40 chegamos aqui, para largarmos umas 17h”, conta Márcio. Em nove horas de expediente, o valor da hora trabalhada é de R$ 7 para cada um, aproximadamente. Com a quantia, compram produtos alimentares para ajudar na casa. Como as demais crianças emcondição de trabalho infantil, eles gostam do que fazem. Brincar? Fica para depois. O mesmo ocorre com Joaquim, de 14 anos. Ele vende queijo na brasa junto com o pai. Cada qual em uma carrocinha. Tímido, não faloumuito com a reportagem da Folha de Pernambuco, mas afirmou que não recebe salário.
    Hesíodo Goes/Folha de Pernambuco
    Wilson, de 13 anos, sabe que não quer ser feirante, mas ainda não decidiu o que vai fazer quando crescer
    Na feira de Água Fria, Zona Norte da cidade, muitas crianças e adolescentes aguardam para carregar sacolas, vender frutas, moer alimentos. Wilson, de 13 anos, é um deles. Ele começa a jornada cedo. Às 6h já estava com a barraca montada. No fim da tarde, com o pai ausente, toma conta do estabelecimento sozinho. Como ele, o genitor começou cedo a trabalhar. “Meu pai me traz para ajudar e me dá algum dinheiro para eu comprar minhas coisas”, relata. Ainda na escola, Wilson está na 7ª série, mas não quer ser feirante pelo resto da vida, mas também não decidiu o que quer fazer no futuro.
    De acordo com Rafaela Pontes da ONG Visão Mundial, uma das entidades coordenadoras do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Pernambuco (Fepetipe), o trabalho infantil acarreta exclusão social. Na infância, a criança perde a chance de brincar, estudar e aprender; quando adulto, de trabalhar em empregos melhores por falta de qualificação profissional. Isso leva à falta de condições dignas de sobrevivência ao tornar-se idoso. É um instrumento de perpetuação do ciclo da pobreza. “O principal problema é não desenvolver a infância. Essas crianças ficam responsáveis pela família e se tornamadultos com subempregos”.
    Condição financeira "castiga" crianças
    De acordo com dados do IBGE referentes a 2012, 8,35% das crianças encontram-se em situação de trabalho irregular. Quem são esses jovens, portanto, além de uma mera estatística? As crianças exploradas pelo trabalho infantil provêm de famílias com baixas condições financeiras. Elas moram geralmente em bairros da periferia ou favelas. Há vários perfis a serem observados entre os adolescentes em condições de trabalho infantil, de acordo com a auditora fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paula Neves.
    “Alguns desses adolescentes trabalham porque precisam garantir as necessidades básicas diárias deles e da família. Outros, para complementar a renda, pois os pais têm condições de suprir a subsistência, porém não conseguem fornecer algum bemmaterial a mais”, explica. Eles usam essa verba extra para adquirir bens de consumo próprio. “Há, ainda, os que não tem ninguém por eles”, comenta.
    Para os pais, conforme observa Paula, o trabalho é encarado como algo natural. “O responsável acredita que as crianças precisam aprender a ser “gente”, comenta. Para eles, o melhor que podem fazer é ensinar um ofício. Na maioria das situações, segundo Paula Neves, aquele menino considerase como o chefe da família. Existem casos em que o pai já faleceu e a mãe é a responsável por pagar as contas da casa. Abarrotada de irmãos, as residências precisam de um provedor a mais, portanto esses menores aceitam um emprego informal.
    EXPLORADOR Os donos de empresas que contratam a mão de obra infantil de forma irregular alimentam o ciclo da pobreza. Eles enriquecem ao explorar os jovens, que deixam de estudar e garantir um futuro melhor, para ganhar salários baixos em subempregos. As pessoas nessas condições não recebem salário fixo, não têm férias, FGTS. “Não falta empresa convidando adolescente para trabalhar, pois paga-se pouco por ummenino com bastante energia, muita vitalidade, que não tem limite de horário”, reflete. Ainda de acordo com Paula Neves, o trabalho infantil não é uma solução para os filhos das famílias de baixa renda tampouco uma alternativa à marginalidade.
    Fonte:www1.folhape.com.br

    Mãe de vítima da boate Kiss diz que ainda coloca prato na mesa para filha

    Ligiane da Silva luta na Justiça contra impunidade dos envolvidos


    Fonte:www.fabiocampana.com.br/wp-content/uploads/2013/01/kiss.jpg

    Um ano depois do incêndio na boate Kiss em Santa Maria, a mãe de uma das vítimas disse à BBC Brasil que ainda sente a presença de sua filha em quase todos os momentos da vida.

    Ligiane Righi da Silva, mãe de Andrielle, diz que às vezes, em refeições, a família ainda coloca um prato na mesa para a filha que morreu no incêndio.

    "Em qualquer lugar, quando chegamos na casa de outra família, parece que eles estão esperando ela chegar."

    Ligiane diz que luta na Justiça contra a impunidade dos envolvidos porque quer garantir um ambiente de maior segurança para a sua outra filha no futuro.

    "Eu não desejo o que estou passando para nenhuma outra mãe, e eu não quero repetir isso aí com a minha segunda filha", conta Ligiane, que formou a ONG 'Para sempre Cinderelas' com outras mães de vítimas.

    "Agora a minha filha não quer sair [na noite], mas quem sabe no futuro ela queira sair. Eu vou ficar agoniada enquanto ela não chegar [em casa]. A gente luta na Justiça nesse sentido - para que não aconteça novamente."

    Na segunda-feira, Santa Maria lembrará o aniversário de um ano do incêndio na boate Kiss, no centro da cidade gaúcha, que matou 242 pessoas, a maioria universitários.

    Fonte:www.diariodepernambuco.com.br